
Nem só de layouts se faz o dia-a-dia de uma agência de design. Há muitos outros trabalhos criativos. Criar nomes para marcas de produtos e serviços é um deles. Muitas vezes, levamos mais tempo na criação de um nome do que no desenvolvimento da sua embalagem ou programação visual. Parece incrível, mas é a pura verdade. Nomes como Petix (para um snack aperitivo); Bonaparte (pioneiro no modelo que alia boa culinária – daí o nome de origem francesa – e fast-food); biscoitos Lero-Lero (precisa dizer que é para o público infantil?); DoMestre (argamassas e rejuntes para construção civil); e TIM-TIM por TIM-TIM (informativo da TIM) não surgem por acaso. São nomes que têm um conceito, que sugerem atitudes positivas. Além disso, são simpáticos, fáceis de memorizar e com grafia convidativa. Mas não é só isso. Aliada à tarefa de encontrar um nome perfeito, existe outra grande dificuldade: a sua possibilidade de registro.
Sim, pois não basta criar o nome; esse nome tem que ser passível de registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI, órgão federal que regulamenta os registros de marcas e patentes. E é aí que o bicho pega! Existem milhares de registros de marcas para cada categoria de produto. Isso faz com que, invariavelmente, tenhamos que criar algumas dezenas de nomes, até conseguirmos um que esteja livre para o registro.
E aqui vai um conselho superimportante:o trabalho de registro de uma marca ou patente não é tarefa para amadores ou curiosos. É serviço para profissionais. Para tanto, existem várias empresas especializadas no mercado. A marca é o maior patrimônio de uma empresa, e como tal, deve ser tratada com a maior responsabilidade. E a criação de um bom nome e o seu conseqüente registro no INPI é o primeiro passo para o sucesso e para a garantia desse patrimônio.